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TREINAMENTO PARA A VIDA
Matéria da Revista Educação – Guia da Boa Escola

Bom sinal se…
Os alunos recebem orientação para trabalhar em equipe desde o planejamento da atividade

Sinal de alerta se…
A criança resiste a participar de atividades em grupo e prefere fazer tudo sozinha

A escola é um microcosmo social, onde o aluno vivencia situações que vão ajudá-lo a se tornar adulto. É um excelente laboratório de ensaio pessoal e profissional para integração com outras pessoas, negociação, soma de esforços para atingir objetivos comuns. Por isso aumentou muito, nos últimos anos, o espaço para os trabalhos escolares em grupo. O modelo tradicional, em que cinco ou seis amigos se juntavam e faziam todos os trabalhos durante o ano já está ultrapassado. Hoje trabalha-se em duplas, em trios, formam-se grupos diversos para cada atividade e até grupos compostos por alunos de classes diferentes.

Não há melhor oportunidade para conviver com as diferenças, desenvolver habilidades, entrar em contato com novas competências, trocar experiências, descobrir-se em situações de conflito e confrontos. No entanto, para que o trabalho coletivo alcance todos esses objetivos, não basta os estudantes receberem uma missão a cumprir. É fundamental que sejam bem orientados pelo professor nas etapas de planejamento, pesquisa, elaboração e apresentação do trabalho.

As boas escolas desenvolveram mecanismos para acompanhar as dinâmicas dos trabalhos em grupo de forma a fazer desse recurso um instrumento educador para a cidadania. Em outras palavras, além de avaliar o conteúdo do trabalho, hoje é comum avaliar-se também o desempenho do grupo. Em alguns colégios, os alunos fazem uma auto-avaliação por meio da qual refletem, por exemplo, sobre o que funcionou durante o trabalho, o que não deu certo, quem não se empenhou, quem trabalhou pelos outros.

Apesar de altamente enriquecedoras, as atividades em grupo têm limitações operacionais que, se não levadas em conta, podem ter o efeito contrário do pretendido: desanimam em vez de estimular. Se os colegas moram longe uns dos outros, por exemplo, é preciso pensar bem nas melhores condições para realizar as reuniões fisicamente.

A tecnologia pode ajudar – a internet é uma opção cada vez mais forte, com as possibilidades de transmissão de imagem em tempo real, por meio de câmeras –, mas não pode substituir o contato pessoal. Fazer um trabalho junto com um colega também representa uma oportunidade de conhecer novas culturas – ao se freqüentar a casa de um amigo cuja família tem nacionalidade ou religião diferente – ou de ver de perto um relacionamento familiar com dinâmica diferente da nossa.

Atividades em grupo podem, ainda, dar sinais sobre períodos difíceis que a criança esteja enfrentando ou problemas com os quais não esteja sabendo lidar. Comportamentos como não querer integrar um grupo, aceitar uma sobrecarga de trabalho ou se encostar e deixar o trabalho para os outros merecem atenção da escola e dos pais. E abrem espaço para uma conversa que identifique, a tempo, dificuldades de aprendizado.

Fonte: Revista Educação

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Autoridade sim, mas sem arrogância!

É muito comum o professor ter que transmitir um feedback para sua equipe sobre algo não muito agradável. Neste momento, é importante que o professor aja com respeito e educação.

Para muitos, ter autoridade e poder de decisão é sinônimo de arrogância e até mesmo de oportunidade de “pisar no pescoço” dos demais colegas, o que é bastante triste, podendo causar danos irreversíveis na harmonia da equipe e na ficha deste professor, tanto como colega de trabalho como líder.

Delegar tarefas, impor regras, cobrar resultados, entre outras coisas, são atitudes que devem ser tomadas com naturalidade, firmeza e de “igual para igual”. Somente dessa forma o professor poderá ter a compreensão da equipe, o respeito e a credibilidade necessários para continuar a realizar as tarefas que são de sua obrigação, sem ter que lidar com “boicotes”, má-vontade e desmotivação.
(Baseado no texto de Danielle Caroline Rodrigues)

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