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Todos no mesmo barco
A criança depende dessas duas referências para formar sua visão crítica do mundo. Por isso, elas precisam estar em sintonia
Matéria de Áurea Lopes – Guia da Boa Educação

 

Pais e educadores trabalham em conjunto. Em sintonia, em harmonia. Como em qualquer equipe, precisam partir dos mesmos princípios e seguir na mesma direção. Como em qualquer empreitada coletiva, devem desempenhar cada um a sua parte, em benefício de um objetivo comum: conduzir as crianças e os jovens a um futuro melhor.

Se remarem no mesmo ritmo, em movimentos que se complementam, pais e educadores vão propiciar ao aluno a estabilidade de que ele necessita para construir sua identidade e formar uma visão crítica do mundo, conquistando sua independência.

Confira, a seguir, de que forma a família e a escola podem contribuir para o pleno desenvolvimento de seus filhos e de seus alunos.

Os pais estão no rumo certo quando…

Fazem uma boa escolha da escola, com base em critérios consistentes, e com isso se sentem seguros para confiar e apoiar as posições de professores e da direção.
Cumprem as regras estabelecidas pela escola – não estacionando em fila dupla na saída, por exemplo – e cuidam para que seus filhos façam o mesmo – não permitindo faltas injustificáveis.
Acompanham a vida escolar dos filhos e colaboram, por meio de conversas, atividades culturais, para enriquecer os conteúdos vistos em aula.
Ao ouvir do filho uma reclamação, antes de dar razão à criança ou ao professor, procuram a escola para saber o que está acontecendo.
Dão chance ao filho para superar pelos próprios meios as dificuldades – sejam de aprendizado, sejam de relacionamento -, controlando a ansiedade de resolver os problemas por eles, junto à escola.
Valorizam o contato com a escola e não se limitam a se comunicar com orientadores e professores por telefone ou por e-mail, mas comparecem às reuniões, contribuindo com questionamentos e sugestões.

A escola está no rumo certo quando…

É coerente, nos procedimentos e nas atitudes cotidianas, com a proposta pedagógica apresentada aos pais – e que os levou a eleger essa escola para seus filhos.
Reconhece o aluno como um integrante do processo educativo e lhe dá oportunidade para se manifestar em relação às regras de convivência na comunidade escolar.
Acolhe os pais agendando entrevistas extras, além das reuniões regulares, para discutir o desempenho dos alunos e orientar os encaminhamentos paralelos, se necessário.
Abre espaço para pais e alunos colocarem suas queixas e, se for o caso, reconhece e toma medidas corretivas em relação a falhas de avaliação, injustiças ou agressões sofridas pelos alunos por parte de professores e funcionários.
Integra os pais ao processo de formação, convidando-os a participar de atividades esportivas e culturais, o que propicia o estreitamento das relações família-escola.
Mantém professores e recursos pedagógicos atualizados, administrando com equilíbrio e bom senso a equação entre aplicações na melhoria do ensino e o custo desse investimento para os pais.

Fonte: Revista Educação

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PROFISSIONAIS PREPARADOS

( MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA EDUCAÇÃO – GUIA DA BOA ESCOLA)

 

Bom sinal se…
A escola capacita os funcionários que lidam com as crianças com cursos de primeiros socorros

Sinal de alerta se…
Na ficha do aluno não há informações sobre sua saúde e orientações
dos pais para imprevistos

Ao escolher uma escola, os pais dão um voto de confiança à instituição, confiantes de que seus filhos estarão bem cuidados durante todos os momentos em que eles estiverem sob a guarda dos professores e dos funcionários. Assim, é importante perguntar, na conversa com a coordenação pedagógica, quais os procedimentos em casos de acidentes ou quando um aluno se sente mal durante a aula. Os profissionais que têm contato direto com os estudantes precisam estar preparados para saber o que fazer tanto diante de um raspão no joelho quanto de uma ocorrência mais grave, como uma fratura que necessite de
atendimento em hospital.

Na matrícula, as escolas costumam colocar, nas fichas dos alunos, dados relativos à saúde – vacinação, doenças de infância, doenças congênitas, telefones de médicos, de convênios de saúde e de pessoas que devem ser contatadas na ausência dos pais. Mesmo dispondo dessas informações, a escola só poderá ministrar remédios – ainda que um comprimidinho para dor de cabeça – mediante autorização dos responsáveis.

Na maior parte das vezes, as ocorrências escolares são resolvidas com uma farmacinha básica, onde o que mais se usam são os anti-sépticos para ferimentos leves e medicamentos (sempre sob autorização) para uma dor de cabeça ou um enjôo muitas vezes causados pelo nervosismo em função de uma prova difícil.

Em algumas instituições, porém, existem postos médicos, com pediatra ou enfermeiros de plantão. Além dos cuidados cotidianos, ao longo do ano letivo, esses profissionais realizam exames de avaliação, triagens visuais, auditivas e até campanhas de saúde preventiva na comunidade escolar. Estruturas com esse grau de sofisticação, no entanto, são incomuns. Em geral, para casos mais graves, as escolas têm convênios com profissionais da saúde, hospitais e clínicas localizadas no bairro ou com empresas de seguro-saúde.

Em especial para as crianças menores, mais vulneráveis, é interessante perguntar quais as medidas adotadas pela escola em casos de doenças infecto-contagiosas. Desde um simples problema de conjuntivite, passando pelas “temporadas” de sarampo, catapora, até eventuais meningites, por exemplo. Quando se trata de uma doença contagiosa mais grave, um comunicado por escrito, inclusive com a opinião de um pediatra, deve ser enviado às famílias dos colegas de classe e de transporte escolar da criança.

Para as doenças contagiosas, mesmo as mais simples, a escola deve permitir o afastamento do aluno durante o período de contágio. Além disso, deve oferecer todo o apoio pedagógico para evitar prejuízos no rendimento escolar do aluno afastado – facilitar a realização de provas em datas especiais, permitir a realização de trabalhos para completar nota etc.

FONTE: REVISTA EDUCAÇÃO

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